Notícias do setor: custo e emprego na virada de agosto para setembro
Quatro levantamentos e uma feira, de 25 de agosto a 11 de setembro de 2026: INCC-M, Caged de julho, PIB do segundo trimestre, SINAPI de agosto e o Concrete Show. Cada item traz a data e o link da fonte.
Entre 25 de agosto e 11 de setembro de 2026 saíram quatro levantamentos que interessam a quem orça e toca obra, e o Concrete Show, feira de tecnologia do concreto, abriu os pavilhões em São Paulo. Abaixo, cada item vem com a data e o link da fonte.
25 a 27 de agosto: o Concrete Show ocupou o São Paulo Expo
A feira de tecnologia do concreto aconteceu de 25 a 27 de agosto, das 13h às 20h, no São Paulo Expo, segundo a agenda de eventos da CBIC. A mesma página informa que a programação de congressos ficou na plataforma oficial do evento.
O site do Concrete Show já anuncia a edição de 2027, também no São Paulo Expo, como a 18ª.
Fonte: CBIC, agenda de eventos e site do Concrete Show.
26 de agosto: o INCC-M subiu 0,85%, puxado pela mão de obra
A FGV divulgou no dia 26 o Índice Nacional de Custo da Construção, o INCC-M, de agosto. O índice subiu 0,85%, acima dos 0,62% de julho. No ano, acumula 5,59%. Em doze meses, 6,56%, abaixo dos 7,49% que o índice acumulava em agosto de 2025.
A diferença entre os grupos é o dado que mais interessa ao canteiro. Mão de obra subiu 1,56% no mês. O grupo de materiais, equipamentos e serviços subiu 0,33%, depois de 0,40% em julho. Dentro dele, o subgrupo de materiais para acabamento desacelerou de 0,73% para 0,13%.
Fonte: FGV, release do INCC-M de agosto de 2026, republicado pelo SindusCon-SP.
28 de agosto: a construção abriu 12.691 vagas formais em julho
A CBIC publicou no dia 28 a sua leitura do Novo Caged de julho. A construção teve saldo de 12.691 vagas com carteira assinada no mês, atrás só de serviços. O país inteiro criou 58.568 vagas formais em julho, e a construção respondeu por 21,67% delas.
Por segmento, obras de infraestrutura lideraram com 7.087 vagas, seguidas de serviços especializados de construção, com 4.253, e de construção de edifícios, com 1.351. O estoque de trabalhadores formais no setor chegou a 3,131 milhões, 2,92% acima de julho de 2025.
De janeiro a julho, o setor criou 180.449 vagas formais, 1,67% a mais que no mesmo período de 2025. A infraestrutura respondeu por 71.711 delas, alta de 25,13%. A CBIC também registrou que o salário médio de admissão na construção, de R$ 2.634,50, foi o maior entre as atividades econômicas, acima da média nacional de R$ 2.419,23.
Fonte: CBIC, 28/08/2026.
1º de setembro: o PIB da construção recuou 0,4% no segundo trimestre
O IBGE divulgou no dia 1º as Contas Nacionais do segundo trimestre. Segundo a análise da CBIC sobre os dados, a construção recuou 0,4% em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, cresceu 1%. No semestre, acumulou alta de 1,1%. No mesmo trimestre, o PIB do país subiu 0,5% sobre os três meses anteriores, na série com ajuste sazonal.
A CBIC manteve a projeção de crescimento de 1,2% para a construção em 2026. A economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, resumiu a preocupação: “O resultado do segundo trimestre preocupa, sobretudo pelos possíveis reflexos nas decisões de novos investimentos.”
O mesmo texto traz um número do emprego que conversa com o do Caged. No primeiro semestre, a construção de edifícios criou 60.552 vagas, queda de 2,19% sobre o mesmo período do ano anterior, enquanto a infraestrutura se aproximou de 65 mil.
Fonte: CBIC, 01/09/2026.
11 de setembro: o SINAPI subiu 0,44% em agosto
O IBGE publicou no dia 11 o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, o SINAPI, de agosto. O índice variou 0,44%, mesmo patamar de julho. Em doze meses, ficou em 7,03%. No ano, acumula 5,41%.
O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 1.985,10 em julho para R$ 1.993,76 em agosto. Desse total, R$ 1.124,06 são materiais e R$ 869,70 são mão de obra.
Aqui também a mão de obra subiu mais. A parcela de materiais variou 0,35%, 0,13 ponto percentual abaixo de julho. A de mão de obra variou 0,55%, e o IBGE atribui parte da alta a acordos coletivos firmados no período.
Fonte: IBGE, SINAPI de agosto de 2026.
O que os números de agosto têm em comum
O INCC-M e o SINAPI são índices diferentes, calculados por instituições diferentes, com métodos próprios. Os dois mostram a mesma coisa em agosto: mão de obra subindo mais depressa que material. No INCC-M, 1,56% contra 0,33%. No SINAPI, 0,55% contra 0,35%.
Para quem tem obra em andamento, isso aparece primeiro na negociação com empreiteiro e na revisão do orçamento das etapas que ainda não foram contratadas. Contrato de empreitada corrigido por índice de custo vai sentir o mês de agosto na próxima medição.
Os dados de emprego pedem uma leitura com cuidado. A construção continua contratando, e o saldo do ano é positivo. Só que o motor está na infraestrutura. Em julho, o segmento de edifícios abriu menos de um quinto das vagas da infraestrutura, e o semestre de edifícios fechou com saldo menor que o do ano anterior.
Referências
- CBIC. (2026). Concrete Show 2026. Agenda de eventos da construção. https://cbic.org.br/eventos-da-construcao/concrete-show-2026/
- FGV IBRE. (2026). INCC-M sobe 0,85% em agosto. Release de 26/08/2026, republicado pelo SindusCon-SP. https://sindusconsp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/INCC-M_FGV_press-release_Ago26.pdf
- CBIC. (2026). Construção respondeu por mais de 21% dos novos empregos formais do país em julho. Agência CBIC, 28/08/2026. https://cbic.org.br/construcao-respondeu-por-mais-de-21-dos-novos-empregos-formais-do-pais-em-julho/
- CBIC. (2026). PIB: Construção recua 0,4% no segundo trimestre, mas cresce 1,1% no semestre. Agência CBIC, 01/09/2026. https://cbic.org.br/pib-construcao-recua-04-no-segundo-trimestre-mas-cresce-11-no-semestre/
- IBGE. (2026). SINAPI, agosto de 2026. Indicadores IBGE, publicado em 11/09/2026. https://ftp.ibge.gov.br/Precos_Custos_e_Indices_da_Construcao_Civil/Fasciculo_Indicadores_IBGE/sinapi_202608caderno.pdf