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Lean Construction para quem toca obraEdição de 16 de outubro de 2026

Notícias do setor: custo e emprego na virada de agosto para setembro

Quatro levantamentos e uma feira, de 25 de agosto a 11 de setembro de 2026: INCC-M, Caged de julho, PIB do segundo trimestre, SINAPI de agosto e o Concrete Show. Cada item traz a data e o link da fonte.

Setor · Redação Gerenciadora ·

Entre 25 de agosto e 11 de setembro de 2026 saíram quatro levantamentos que interessam a quem orça e toca obra, e o Concrete Show, feira de tecnologia do concreto, abriu os pavilhões em São Paulo. Abaixo, cada item vem com a data e o link da fonte.

25 a 27 de agosto: o Concrete Show ocupou o São Paulo Expo

A feira de tecnologia do concreto aconteceu de 25 a 27 de agosto, das 13h às 20h, no São Paulo Expo, segundo a agenda de eventos da CBIC. A mesma página informa que a programação de congressos ficou na plataforma oficial do evento.

O site do Concrete Show já anuncia a edição de 2027, também no São Paulo Expo, como a 18ª.

Fonte: CBIC, agenda de eventos e site do Concrete Show.

26 de agosto: o INCC-M subiu 0,85%, puxado pela mão de obra

A FGV divulgou no dia 26 o Índice Nacional de Custo da Construção, o INCC-M, de agosto. O índice subiu 0,85%, acima dos 0,62% de julho. No ano, acumula 5,59%. Em doze meses, 6,56%, abaixo dos 7,49% que o índice acumulava em agosto de 2025.

A diferença entre os grupos é o dado que mais interessa ao canteiro. Mão de obra subiu 1,56% no mês. O grupo de materiais, equipamentos e serviços subiu 0,33%, depois de 0,40% em julho. Dentro dele, o subgrupo de materiais para acabamento desacelerou de 0,73% para 0,13%.

Fonte: FGV, release do INCC-M de agosto de 2026, republicado pelo SindusCon-SP.

28 de agosto: a construção abriu 12.691 vagas formais em julho

A CBIC publicou no dia 28 a sua leitura do Novo Caged de julho. A construção teve saldo de 12.691 vagas com carteira assinada no mês, atrás só de serviços. O país inteiro criou 58.568 vagas formais em julho, e a construção respondeu por 21,67% delas.

Por segmento, obras de infraestrutura lideraram com 7.087 vagas, seguidas de serviços especializados de construção, com 4.253, e de construção de edifícios, com 1.351. O estoque de trabalhadores formais no setor chegou a 3,131 milhões, 2,92% acima de julho de 2025.

De janeiro a julho, o setor criou 180.449 vagas formais, 1,67% a mais que no mesmo período de 2025. A infraestrutura respondeu por 71.711 delas, alta de 25,13%. A CBIC também registrou que o salário médio de admissão na construção, de R$ 2.634,50, foi o maior entre as atividades econômicas, acima da média nacional de R$ 2.419,23.

Fonte: CBIC, 28/08/2026.

1º de setembro: o PIB da construção recuou 0,4% no segundo trimestre

O IBGE divulgou no dia 1º as Contas Nacionais do segundo trimestre. Segundo a análise da CBIC sobre os dados, a construção recuou 0,4% em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, cresceu 1%. No semestre, acumulou alta de 1,1%. No mesmo trimestre, o PIB do país subiu 0,5% sobre os três meses anteriores, na série com ajuste sazonal.

A CBIC manteve a projeção de crescimento de 1,2% para a construção em 2026. A economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, resumiu a preocupação: “O resultado do segundo trimestre preocupa, sobretudo pelos possíveis reflexos nas decisões de novos investimentos.”

O mesmo texto traz um número do emprego que conversa com o do Caged. No primeiro semestre, a construção de edifícios criou 60.552 vagas, queda de 2,19% sobre o mesmo período do ano anterior, enquanto a infraestrutura se aproximou de 65 mil.

Fonte: CBIC, 01/09/2026.

11 de setembro: o SINAPI subiu 0,44% em agosto

O IBGE publicou no dia 11 o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, o SINAPI, de agosto. O índice variou 0,44%, mesmo patamar de julho. Em doze meses, ficou em 7,03%. No ano, acumula 5,41%.

O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 1.985,10 em julho para R$ 1.993,76 em agosto. Desse total, R$ 1.124,06 são materiais e R$ 869,70 são mão de obra.

Aqui também a mão de obra subiu mais. A parcela de materiais variou 0,35%, 0,13 ponto percentual abaixo de julho. A de mão de obra variou 0,55%, e o IBGE atribui parte da alta a acordos coletivos firmados no período.

Fonte: IBGE, SINAPI de agosto de 2026.

O que os números de agosto têm em comum

O INCC-M e o SINAPI são índices diferentes, calculados por instituições diferentes, com métodos próprios. Os dois mostram a mesma coisa em agosto: mão de obra subindo mais depressa que material. No INCC-M, 1,56% contra 0,33%. No SINAPI, 0,55% contra 0,35%.

Para quem tem obra em andamento, isso aparece primeiro na negociação com empreiteiro e na revisão do orçamento das etapas que ainda não foram contratadas. Contrato de empreitada corrigido por índice de custo vai sentir o mês de agosto na próxima medição.

Os dados de emprego pedem uma leitura com cuidado. A construção continua contratando, e o saldo do ano é positivo. Só que o motor está na infraestrutura. Em julho, o segmento de edifícios abriu menos de um quinto das vagas da infraestrutura, e o semestre de edifícios fechou com saldo menor que o do ano anterior.

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